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May resiste à pressão de deputados rebeldes

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Esta segunda-feira era encarada pelos rebeldes conservadores opostos ao acordo do Brexit como o “dia do Julgamento Final” para Theresa May, mas até ao início da noite ainda não tinham reunido os 48 votos necessários para tentar afastá-la da liderança do partido e do governo, num claro sinal de hesitação e desunião entre as hostes eurocéticas. De acordo com o jornal ‘The Sun’, os rebeldes estavam ontem a seis votos de atingir os 48 necessários para desencadear a votação de uma moção de censura interna contra May, mas muitos hesitavam em assumir publicamente a sua posição. Sinal disso é que, até ontem, apenas 25 deputados tinham confirmado publicamente terem escrito ao ‘Comité 1922’ do partido a solicitar o procedimento. Recorde-se que é necessário o envio de 48 cartas para o presidente do referido comité, Graham Brady, dar início ao processo de disputa da liderança do Partido Conservador e do governo. Durante o fim de semana, vários deputados rebeldes asseguraram que estavam garantidos “mais de 50 votos”, mas a verdade é que muitos deputados continuavam ontem hesitantes. Cada dia que passa e que sobrevive ao desafio rebelde é uma vitória para May, que ontem voltou a mostrar-se focada em seguir avante com o acordo negociado com Bruxelas apesar da oposição interna. “Este acordo vai funcionar e ninguém tenha dúvidas de que estou determinada a aplicá-lo”, frisou durante um encontro com empresários. Entretanto, o negociador-chefe da UE, Michel Barnier, admitiu ontem que o período de transição pós-Brexit poderá ser prolongado por dois anos, até final de 2022, uma ideia à qual Theresa May se mostrou parcialmente recetiva, frisando apenas que a transição não deve ir além das próximas eleições britânicas, previstas para meados de 2022. PORMENORES  Espanha ameaça bloquear O governo espanhol ameaçou travar a assinatura do acordo do Brexit na cimeira extraordinária da UE marcada para o próximo domingo em Bruxelas se não forem introduzidas garantias de que o futuro de Gibraltar será negociado diretamente entre Londres e Madrid. “Condições para aprovar” O MNE português Augusto Santos Silva disse ontem à saída do Conselho de Assuntos Gerais, em Bruxelas, que o acordo do Brexit “está em condições para ser aprovado” pelos chefes de estado e de governo da UE na cimeira do próximo domingo.