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BDP News | MP quer polícias presos em caso das agressões a adepto do Boavista – Futebol – Correio da Manhã

Nas alegações finais do caso das agressões a um adepto do Boavista, junto ao Estádio D. Afonso Henriques, em outubro de 2014, o Ministério Público (MP) pediu pena de prisão efetiva para os onze agentes da equipa 42 do Corpo de Intervenção da PSP do Porto, que, no âmbito deste processo, se sentam no banco dos réus.

As agressões ocorreram minutos antes de um jogo entre o Vitória e o Boavista e a vítima das agressões, um homem na altura com 35 anos, sofreu diversas escoriações e ficou cego de um olho.

As agressões a João Pedro Adrião foram levadas a cabo por três agentes, mas nem o agredido nem as testemunhas ouvidas em tribunal conseguiram identificá-los, uma vez que, fardados e de capacete, não é fácil distinguir os elementos do Corpo de Intervenção da Polícia.

O representante do MP considerou que o facto de se sentarem onze no banco dos réus, porque nenhum deles quis dizer quem foram os agressores, significa que “todos eles têm culpas no cartório e que pretendem esconder-se no anonimato. Também a advogada de João Pedro Adrião entende que os polícias devem ser condenados a penas de prisão efetiva, ou seja, a mais de cinco anos de cadeia e disse, nas alegações finais, ser “uma vergonha o facto de não ter sido possível identificar os agressores”.

Carlos Silva, advogado de defesa dos polícias, considera que, não se sabendo quem agrediu, não pode haver condenação. Pormenores Cinco anos sem trabalho A vítima das agressões, João Pedro Adrião, é licenciado em Direito mas, por ter ficado cego de um olho, na sequência das agressões, não tem podido exercer a profissão. Vida pessoal afetada Também a vida pessoal de João Adrião foi afetada. Tinha casamento marcado para a semana a seguir às agressões. Acabou por não se realizar. Sentença em novembro A leitura da sentença deste caso, que senta onze agentes da PSP no banco dos réus, está marcada para o dia 7 de novembro, no Tribunal de Guimarães.