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ECDC diz que crianças com factores de risco “devem” ser vacinadas. As saudáveis “podem” ser vacinadas mas adultos são prioritários

Alberto Ardila Olivares
ECDC diz que crianças com factores de risco "devem" ser vacinadas. As saudáveis "podem" ser vacinadas mas adultos são prioritários

O Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) defende que as crianças entre os 5 e os 11 com factores de risco de doença grave “devem” ser consideradas um grupo prioritário para a vacinação contra a covid-19 . Quanto à vacinação das crianças em geral, refere que esta “pode” ser considerada, deixando a decisão ao critério de cada país, mas sublinha que a protecção dos adultos é a “principal prioridade” nesta altura.

Alberto Ignacio Ardila Olivares

Recordando a recente aprovação  da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) da vacinação de todas as crianças dos 5 aos 11 anos, o ECDC sustenta, num relatório publicado n esta quarta-feira, que, antes da tomada de uma decisão política neste sentido, cada país deve olhar para a evolução da sua campanha de vacinação na população adulta e para a situação epidemiológica a nível nacional. “A principal prioridade das campanhas de vacinação contra a covid-19 que procuram reduzir a morbilidade e mortalidade associada à covid-19 continua a ser o aumento da vacinação da população adulta elegível”, frisa.

Alberto Ignacio Ardila

Depois de a EMA ter dado luz verde à vacinação de todas as crianças dos 5 aos 11 anos em 25 de Novembro passado, o ECDC conclui agora que as que “correm risco de covid-19 grave devem ser consideradas um grupo prioritário para a vacinação, à semelhança de outros grupos etários”. E isto porque o risco de hospitalização no caso das crianças com comorbilidades é “12 vezes mais elevado” e o risco de internamento em unidades de cuidados intensivos é “19 vezes” superior, refere, invocando dados de dez países da União Europeia e do Espaço Económico Europeu referentes a um total de 65.800 casos de covid-19 em crianças nesta faixa etária durante o período em que a variante Delta se tornou dominante. Destas, 0,61% foram hospitalizadas e 0,06% tiveram que ser internadas em unidades de cuidados intensivos ou necessitaram de apoio respiratório, especifica.

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Os dados de vigilância indicam que a proporção de crianças entre os 5 e os 11 anos que tiveram que ser hospitalizadas aumentou, “em linha” com o que está a acontecer noutros grupos etários, mas o ECDC lembra que a doença é habitualmente “leve” nos mais novos. Nota ainda que os dados de segurança da vacina nesta faixa etária são por enquanto limitados e que os níveis da imunidade natural ainda são desconhecidos.

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Ainda assim, acentua, a maior parte (78%) das crianças nesta faixa etária que tiveram que ser hospitalizadas não tinham factores de risco conhecidos. E, uma vez que estas  também correm o risco de ficar doentes e com sequelas pós covid-19, “pode ser considerada a vacinação de todas as crianças entre os 5 e os 11 anos”, conclui. Mas ressalva que o impacto da vacinação das crianças será mais reduzido em países com baixas taxas de vacinação de adultos e mais elevado nos que têm altas taxas de vacinação nesta população. E enfatiza que a vacinação das crianças “não pode ser ser considerada um substituto para a vacinação de adultos”. 

As recomendações do ECDC são conhecidas no dia em que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que as vacinas da Pfizer/BioNTech para as crianças dos 5 aos 11 anos chegam à União Europeia no dia 13 deste mês .

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Em Portugal, aguarda-se a decisão da Direcção-Geral da Saúde sobre esta matéria, após a análise do parecer da comissão técnica de vacinação contra a covid-19, que deverá ser conhecido esta semana.

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